Livemed Gestão em Saúde

14 de maio de 2021

Prevenção e promoção da saúde para o bem-estar da população

Uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), revelou que 72% dos pacientes com doenças crônicas só descobriram o problema após o aparecimento de sintomas. Considerando essa estatística, percebe-se que grande parte dos brasileiros ainda têm o hábito de buscar atendimento médico apenas quando identificam a presença de algum sintoma. Porém, mais […]

Uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), revelou que 72% dos pacientes com doenças crônicas só descobriram o problema após o aparecimento de sintomas. Considerando essa estatística, percebe-se que grande parte dos brasileiros ainda têm o hábito de buscar atendimento médico apenas quando identificam a presença de algum sintoma. Porém, mais do que estar atento a sintomas de uma possível doença ou comorbidade, é fundamental atuar de forma preventiva, enxergando a saúde no seu conceito mais amplo, ou seja, como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de uma enfermidade. E para que haja uma consolidação dessa prática, é muito importante que programas de promoção e prevenção da saúde sejam implementados e difundidos amplamente por todas as esferas governamentais. Promoção e prevenção da saúde: entenda a diferença É comum confundir os conceitos de promoção e de prevenção de saúde e achar que ambos significam a mesma coisa. Porém, existem algumas diferenças. A promoção à saúde é um conceito bastante amplo, que diz respeito a projetos e intervenções realizados para beneficiar e proteger a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos indivíduos, com foco na prevenção e autonomia e não apenas no tratamento e na cura. Ela tem uma abordagem multidisciplinar, valendo-se das ciências biológicas, ambientais, psicológicas, físicas e médicas. Já a prevenção da saúde é uma ação antecipada, que surge no contexto da promoção da saúde, como um conjunto de ações que devemos tomar por precaução, com o objetivo de evitar determinados riscos e acontecimentos. Nesse sentido, a prevenção e promoção da saúde são ações que, embora tenham características diversas estão interligadas e a sua coexistência contribui para o bem-estar de todos os envolvidos no processo. Além disso, são elas as responsáveis pela conscientização da população, no sentido de promover mudanças de atitudes e a também a busca por hábitos saudáveis, de modo a efetuar uma eficaz prevenção de doenças. Prevenção de doenças Segundo o Ministério da Saúde, “prevenção é todo ato que tem impacto na redução de mortalidade e morbidade das pessoas”. Ela é baseada no conhecimento da história natural da doença, a fim de tornar improvável seu progresso posterior e é dividida em quatro níveis: Prevenção Primária: refere-se ao período de pré-patogênico, em que acontece a proteção específica contra agentes patológicos ou pelo estabelecimento de barreiras contra os agentes do meio ambiente. Este nível de prevenção está ligado a todas as intervenções que visam diminuir a incidência de uma doença na população, ou seja, desenvolvimento de ações que impeçam a ocorrência de determinada patologia. Alguns dos exemplos são: vacinação, tratamento de água para consumo humano, uso de preservativos, mudanças nos hábitos de vida (incentivo a uma boa alimentação, realização de exercícios físicos), dentre outros. Prevenção Secundária: essa fase se apresenta em dois níveis, sendo o primeiro diagnóstico e tratamento precoce e o segundo limitação da invalidez. Visa um diagnóstico imediato e um tratamento para evitar a prevalência da doença no indivíduo. Prevenção Terciária: caracteriza-se por ter o objetivo de limitar a progressão da doença e evitar suas complicações; promover a adaptação às sequelas e a reintegração no meio e prevenir recorrências. Prevenção Quaternária: pressupõe ações que procurem basicamente prevenir a medicalização exagerada, evitando intervenções desnecessárias. Ou seja, essa última prática lida com pessoas cuja doença está estabelecida, o objetivo é que ela passe o mínimo possível por desconfortos médicos. Política Nacional de Promoção da Saúde A Agência Nacional de Saúde (ANS) considera como um programa para a Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doença o conjunto orientado de estratégias e ações programáticas integradas que objetivam a promoção da saúde; a prevenção de riscos, agravos e doenças; a compressão da morbidade; a redução dos anos perdidos por incapacidade e o aumento da qualidade de vida dos indivíduos e populações. Seguindo essa linha, o objetivo geral da Política Nacional de Promoção à Saúde (PNPS) consiste em promover a equidade e a melhoria das condições de vida e dos modos de viver, ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva, reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde, decorrentes dos determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais. Para concretizar esse objetivo, foram traçadas as seguintes estratégias: Gestão intersetorial dos recursos na abordagem dos problemas e potencialidades em saúde, ampliando parcerias e compartilhando soluções na construção de políticas públicas saudáveis. Capacidade de regulação dos Estados e municípios sobre os fatores de proteção e promoção da saúde. Reforçar os processos de participação comunitária no diagnóstico dos problemas de saúde e suas soluções, reforçando a formação e consolidação de redes sociais e protetoras. Promoção de hábitos e estilos de vida saudáveis, com ênfase no estímulo a alimentação saudável, atividade física, comportamentos seguros e combate ao tabagismo. Promoção de ambientes seguros e saudáveis, com ênfase no trabalho com escolas e comunidades. Reforço à reorientação das práticas dos serviços dentro do conceito positivo de saúde, atenção integral e qualidade, tendo a promoção como enfoque transversal das políticas programas, projetos e ações, com prioridade para a atenção básica e o Programa de Saúde da Família. Reorientação do cuidado na perspectiva do respeito a autonomia, a cultura, numa interação do cuidar/ser cuidado, ensinar/aprender, aberto a incorporação de outras práticas e racionalidades. Vida saudável Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos em todas as idades está entre os dezessete objetivos sustentáveis da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A nível individual, já é possível observar esse movimento, pois cada vez mais as pessoas revelam uma maior preocupação em manter-se saudáveis. Mas para alcançar esse objetivo, não existem regras ou atitudes específicas. Porém, é possível criar uma série de bons hábitos que, quando adotados com disciplina, podem ajudar a manter o equilíbrio físico, mental e emocional e, consequentemente, auxiliar na prevenção de doenças. Pensando nisso, separamos algumas dicas que podem ajudar a atingir esse objetivo: Pratique exercícios físicos regularmente. Alimente-se bem, reduzindo sempre alimentos industrializados, ricos em sal, açúcares e gorduras. Insira na dieta mais alimentos naturais. Beba muita água. Evite ofumo e bebidas alcoólicas em excesso. Proteja a pele da exposição excessiva ao sol. Utilize sempre filtro solar. Priorize asboas noites de sono. Faça um check-upregularmente (mesmo sem apresentar sintomas). Cuide da sua saúde mental e nunca sinta vergonha de procurar ajuda psicológica. Não utilize medicamentos sem prescrição médica. Tenha hábitos de higiene adequados, lembrando-se sempre de lavar as mãose de não compartilhar objetos de uso pessoal. Controle seuestresse. Procure sempre organizar um tempo na sua agenda para as atividades que mais gosta. Evite comparar sua vida social com a de outras pessoas. Não se preocupe com o padrão de beleza imposto pela sociedade, pois cada pessoa é única e apresenta uma beleza diferente. Mantenha boas relações sociais. Evite fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Controle suas finanças. Seja grato por tudo o que conquistou.

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