Livemed Gestão em Saúde

27 de junho de 2023

Paraplégico volta a caminhar após atuação de interface inovadora

Em um estudo publicado no mês passado, pesquisadores suíços descreveram implantes denominados de interface cérebro-espinha que permitiram ao paciente paraplégico em teste voltar a andar. A combinação de dispositivos aproveitou um decodificador de pensamento de inteligência artificial para ler as intenções de movimento do paciente (que são detectáveis como sinais elétricos no cérebro) e…

Em um estudo publicado no mês passado, pesquisadores suíços descreveram implantes denominados de interface cérebro-espinha que permitiram ao paciente paraplégico em teste voltar a andar.

A combinação de dispositivos aproveitou um decodificador de pensamento de inteligência artificial para ler as intenções de movimento do paciente (que são detectáveis como sinais elétricos no cérebro) e combiná-las com os movimentos musculares em si. Essa ponte digital, construída entre o cérebro e a medula espinhal, foi a responsável por esse feito, que contornava as regiões lesionadas.

Agora, o paciente pode andar de forma limitada em casa, entrar e sair de um carro ou talvez uma breve parada em um bar ou uma lanchonete. Pela primeira vez, depois de 12 anos realizando vários outros testes parecidos destes aqui, o paciente diz estar se sentindo no controle da situação.

É válido pontuar que os pesquisadores relatam limitações ao seu estudo inovador: intenções sutis no cérebro são difíceis de distinguir, e embora esse mecanismo seja promissor ao restaurar o movimento da parte inferior do corpo humano, o mesmo provavelmente não pode ser aplicado à parte superior. Além disso, o tratamento é extremamente invasivo, com várias cirurgias e horas de fisioterapia. Mas, sem dúvidas, é um grande avanço para a medicina, que vai dar sequência aos estudos, buscando proporcionar o tratamento cada vez mais efetivo e acessível a todos aqueles que precisam.

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